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12/12/2019 às 02h55 - atualizada em 12/12/2019 às 03h04

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Perla Viviane

Palmas / TO

Justiça nega novo pedido da defesa e acusado de matar Patrícia Aline segue preso
Advogados alegaram constrangimento ilegal e demora na realização do julgamento. Desembargador entendeu que procedimentos foram razoáveis e compatíveis com a complexidade do caso.
Justiça nega novo pedido da defesa e acusado de matar Patrícia Aline segue preso
Iury Italu Mendanha, acusado de matar Patrícia Aline dos Santos — Foto: Divulgação/Polícia Civil

O desembargador Ronaldo Eurípedes, do Tribunal de Justiça do Tocantins, negou nesta quinta-feira (11) o pedido de liberdade feito pela defesa de Iury Italu Mendanha na tarde da última quarta (10). Os advogados do acusado de matar a jovem Patrícia Aline dos Santos alegavam constrangimento ilegal e demora para a realização do julgamento, mas Eurípedes discordou da avaliação.


"Inexiste um prazo fixo para o encerramento da instrução processual penal. Não se trata de mera soma aritmética dos prazos previstos em lei para configurar o prazo correto ou razoável. Deve-se levar em consideração as circunstâncias de cada caso concreto para que o julgador possa aferir se o transcurso processual se mostra razoável e compatível com as peculiaridades dos fatos apurados", escreveu ele na decisão.


Ainda no texto, o desembargador disse entender que não houve omissões nem por parte da Justiça nem do Ministério Público. Ainda cabe recurso à decisão.


Com isso, Iury Italu continua detido na penitenciária de Pium. Na época em que a prisão preventiva foi decretada, um dos principais argumento foi de que Iury tinha tentado fugir.


 


O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de mensagens de Patrícia para uma amiga em que ela relatava o medo de ser morta pelo ex-namorado. Para a Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes.


Quando foi preso, Iury Italu chegou a confessar o assassinato e a dar detalhes de como tudo tinha acontecido. O amigo dele, Silas Barreiro Borges dos Santos, que teria testemunhado a morte e ajudado na fuga, responde a outras acusações em separado, mas não foi acusado do feminicídio.


O corpo de Patrícia foi encontrado em um matagal próximo a um shopping center da capital em agosto de 2018. A Polícia Civil concluiu que ela ainda estava viva quando foi deixada no local por Iury e que ficou agonizando durante algum tempo antes de morrer. A jovem foi executada a tiros.

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